
Receber o diagnóstico de doença renal crônica muda a rotina de qualquer pessoa. De repente, alimentos que faziam parte do dia a dia passam a exigir atenção redobrada. Potássio, fósforo, sódio, proteína — termos que antes eram distantes viram parte das conversas com o nefrologista. E no meio disso tudo, surge a dúvida: o que posso comer sem comprometer minha saúde?
A nutrição renal é uma das áreas mais delicadas da nutrição clínica. Cada paciente está em um estágio diferente da doença — pré-diálise, hemodiálise, diálise peritoneal ou pós-transplante — e isso influencia diretamente o plano alimentar. Não existe receita pronta. O que funciona para um paciente pode não ser adequado para outro.
Quem sou e por que escolhi atuar com nutrição renal

Meu nome é Juliana Dragone, sou nutricionista clínica e funcional, inscrita no CRN-3 sob o número 27403. Atendo em consultório próprio na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, e também ofereço atendimento domiciliar para pacientes que enfrentam dificuldades de deslocamento.
Ao longo da minha trajetória, percebi que pacientes renais chegam ao consultório com medo de comer. Muitos já receberam listas enormes de alimentos proibidos, sem entender o motivo ou como substituir. Minha proposta é diferente: mostrar que comer bem pode ser leve, prazeroso e compatível com a rotina, mesmo diante das restrições que a doença renal impõe.
Cerca de 10% da população brasileira tem algum grau de doença renal crônica, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. E o manejo nutricional adequado não só melhora a qualidade de vida como também retarda a progressão da doença e reduz o risco de hospitalização.
Como trabalho com pacientes renais
Meu trabalho começa com uma avaliação detalhada. Preciso entender em que estágio da doença você está, quais são suas comorbidades (diabetes, hipertensão), como está sua rotina de tratamento e quais exames laboratoriais recentes você tem em mãos — ureia, creatinina, potássio, fósforo, albumina.
A partir daí, desenvolvo um cardápio individualizado que respeita suas necessidades nutricionais específicas. Controlo potássio, fósforo, sódio e proteína conforme o estágio da doença e em coordenação direta com seu nefrologista e a equipe de hemodiálise, quando aplicável.
Utilizo bioimpedância para avaliar composição corporal e monitorar hidratação, um aspecto crítico para quem faz diálise. O acompanhamento é próximo, com retornos frequentes para ajustar o plano conforme sua evolução clínica e laboratorial.
Minha abordagem com você
Não acredito em alimentação que vira sofrimento. Sei que a doença renal já traz limitações suficientes. Por isso, trabalho para que o plano alimentar seja factível dentro da sua realidade — sem culpa, sem radicalismo.
Valorizo a escuta ativa e a paciência. Cada consulta é um espaço para você tirar dúvidas, falar das dificuldades e construir estratégias que façam sentido para você. Como meus pacientes costumam dizer, sou atenciosa e explico tudo com calma.
O que esperar do acompanhamento nutricional renal
O acompanhamento nutricional para doença renal não é pontual. É um processo contínuo, que se adapta conforme a doença evolui ou estabiliza.
Nas primeiras consultas, vamos trabalhar a compreensão do seu quadro: por que determinados nutrientes precisam ser controlados, como ler rótulos, quais alimentos priorizar e quais moderar. Você vai receber orientações práticas sobre preparo de alimentos, substituições e estratégias para comer fora de casa.
Ao longo do tempo, vamos monitorar seus exames laboratoriais e ajustar o plano conforme necessário. Se você iniciar diálise, o cardápio muda. Se fizer transplante, muda novamente. O acompanhamento nutricional acompanha essas transições.
Utilizo também um aplicativo próprio para facilitar o acompanhamento entre consultas. Você pode registrar suas refeições, tirar dúvidas rápidas e acompanhar sua evolução de forma prática.

Perguntas Frequentes
Preciso levar meus exames na primeira consulta?
Sim, traga os exames laboratoriais mais recentes — principalmente ureia, creatinina, potássio, fósforo e albumina. Se tiver relatório do nefrologista, também ajuda bastante.
Quanto tempo dura a consulta?
A primeira consulta costuma durar entre 60 e 90 minutos. Preciso entender seu histórico clínico, rotina, hábitos alimentares e fazer a avaliação com bioimpedância. Os retornos são mais curtos, cerca de 40 minutos.
Você trabalha em conjunto com meu nefrologista?
Sim, sempre que possível. O acompanhamento nutricional precisa estar alinhado com o tratamento médico. Se você autorizar, posso entrar em contato com seu nefrologista para trocar informações sobre seu quadro.
Atende pacientes que fazem hemodiálise?
Sim, atendo pacientes em todos os estágios da doença renal, incluindo hemodiálise, diálise peritoneal e pós-transplante. Cada situação exige um plano nutricional específico.
Demora quanto tempo para ver resultado no controle dos exames?
Depende de vários fatores — estágio da doença, adesão ao plano, medicações. Em geral, mudanças laboratoriais começam a aparecer entre 4 e 8 semanas, mas cada organismo responde de forma diferente.
Agende sua consulta
Se você ou alguém que você ama enfrenta doença renal crônica e precisa de orientação nutricional individualizada, estou à disposição. Atendo no consultório na Vila Clementino e também em domicílio, conforme sua necessidade.
Entre em contato pelo WhatsApp e vamos construir juntos um plano alimentar que respeite sua condição clínica sem abrir mão do prazer de comer.