Síndrome de Down – dietas e alimentos para consumir – avaliação e orientação nutricional

Dicas da Nutricionista Juliana

DICAS NUTRIÇÃO E SÍNDROME DE DOWN:

O que é a Síndrome de Down?

Descrita pela primeira vez em 1866 pelo médico inglês Langdon Down, é causada por um excesso do material cromossômico: em vez de dois cromossomos 21, o feto apresenta três.

Esta trissomia pode ser simples, quando há um cromossomo a mais em todas as células do organismo; mosaico, quando este cromossomo extra aparece em algumas células apenas, ou por translocação, quando o cromossomo 21 está junto de outro cromossomo. E isso gera diversos comprometimentos:

A criança com Síndrome de Down tem maior probabilidade de apresentar um comprometimento da saúde em virtude de alterações congênitas e predisposições características da síndrome. Este comprometimento pode afetar o coração, os pulmões, a coluna cervical, a produção de hormônios, a visão e a audição.

As cardiopatias congênitas estão presentes em aproximadamente 50 % dos casos. Ela deve ser detectada com urgência, para que a criança possa ser encaminhada para a cirurgia cardíaca em tempo hábil.

Dieta para síndrome de down
Dieta para síndrome de down

A orientação nutricional para sindrome de down merece uma atenção especial, já que o intestino grosso destes indivíduos são mais longo e funcionam mais devagar, absorvendo mais nutrientes. As pessoas com Síndrome de Down após avaliação nutricional precisam de alimentos e dietas que ajudem o desenvolvimento neural, como peixes com ômega três e oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas. A suplementação também é recomendada.

Além disto, eles precisam de cobre e zinco, que podem ser encontrados em carne, ostras e outros alimentos ou até mesmo suplementacao. As crianças com Down não devem ser vegetarianas. Procure oferecer carne de animais jovens, como vitela, e alimentos frescos, sem muitos conservantes.

É sabido que os indivíduos portadores de Síndrome de Down tem tendência a engordar, por isto, precisam de uma dieta para down.

Isso geralmente ocorre, entre outras razões, devido à hipotonia geral de seus músculos, incluindo aqueles envolvidos na digestão. Por serem flácidos, tais músculos não dão a sensação de saciedade após uma refeição e os Downs tendem a comer sem saber quando parar.

O excesso de peso contribui para o agravamento de problemas cardíacos e dificulta o desenvolvimento motor (andar, correr, saltar).

Por isso, a introdução e educação alimentar dos portadores da Síndrome de Down é essencial para um desenvolvimento harmonioso. Faz parte de esta educação alimentar:

  1.  Mastigar bem e muitas vezes;
  2.  Colocar pequenas porções de comida, de cada vez, na boca (uma dica é diminuir o tamanho dos talheres usados pelo individuo). Ter um cardápio para realizar em média seis refeições ao dia, sendo café da manhã, lanche da manhã (colação), almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Se comer poucas vezes ao dia a sensação de saciedade fica ainda mais difícil;
  3.  Organizar uma dieta equilibrada, à qual o resto da família também pode aderir.

O tipo de alimento, cardápio ou dieta fornecido ao individuo portador de Síndrome da Down também influenciará sua educação alimentar. É importante:

  1. Evitar, desde criança, o hábito de tomar refrigerante e comer muitos doces;
  2. Incentivar a opção pelas frutas, legumes e verduras com saladas coloridas, pratos bonitos e a partir do exemplo do resto da família;
  3. Restringir a quantidade de massas durante a semana;
  4. Incentivar o consumo de frutas e sucos ácidos (isto é, azedos, com pouco ou nenhum açúcar). Isso é importante para tornar a urina mais ácida e dificultar o surgimento de infecções urinárias. Os portadores de Síndrome de Down, devido à hipotonia dos músculos, tendem a reter a urina por mais tempo na bexiga, formando um meio de proliferação de bactérias. Se a urina é ácida, diminuem as chances de sobrevivência destas bactérias;
  5. Sempre consultar um nutricionista para elaboração de um cardápio balanceado, uma dieta para síndrome de down e, principalmente, saber quais alimentos são proibidos.

Vegetais recomendados: Abóbora Acelga Agrião Aipo Alcachofra Alface Alga Marinha Almeirão Aspargo Azeitona Berinjela Brócolis Broto de bambu Broto de feijão Chicória Chuchu Cogumelo Couve Couve-de-Bruxelas Couve-flor Erva Doce Ervilha torta Ervilha Escarola Espinafre Fava Feijão Feijão de soja Folha de beterraba Folha de cenoura Gergelim Germe de trigo Grão-de-bico Jiló Lentilha Maxixe Palmito Quiabo Repolho Salsão Tofu . . .

Derivados de proteína animal recomendados:

Coelho Fígado de Frango Frango (coxa e sobre coxa) Ova de Tainha Ovo de Codorna (clara e gema) Pato Peixe Peru Rã

Temperos:

  1.  Usar sempre tempero caseiro;
  2.  Evitar temperos prontos;
  3.  Usar sempre cebola e alho;
  4.  Vegetais a serem evitados: o Batata o Batata doce o Beterraba o Cará o Cenoura o Rabanete o Demais tubérculos e raízes

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Posso ajudar? Me fale mais sobre seu caso …..

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Outras preocupações da sindrome de down:

Problemas Pulmonares

A maioria das crianças com Síndrome de Down apresenta constantes resfriados e pneumonias de repetição. Isto se deve a uma predisposição imunológica e à própria hipotonia da musculatura do trato respiratório. Como o problema é crônico, é desaconselhável o uso repetido de antibióticos. O ideal é trabalhar na prevenção das doenças respiratórias, através de exercícios específicos de sopro, da prática de atividades físicas que aumentem a resistência cardiorrespiratória, da higiene nasal com soro fisiológico e do uso de manobras específicas como capotagem, vibração e drenagem postural para evitar o acúmulo de secreção. A natação pode ser aconselhada quando não há contra indicações devido à presença de otites ou cardiopatias.

Instabilidade Atlanto-Axial

Aproximadamente 10 a 20% das crianças ou jovens com Síndrome de Down apresentam a instabilidade atlanto-axial. Esta alteração consiste em um aumento do espaço intervertebral entre a primeira e segunda vértebra da coluna cervical. Ela é causada por alterações anatômicas (hipoplasia do processo odontóide) e pela hipotonia músculo-ligamentar. A instabilidade pode levar a uma subluxação, e esta pode causar lesão medular ao nível cervical, gerando comprometimento neurológico (sensitivomotor) ou até a morte, por parada respiratória ocasionada por lesão do centro respiratório medular. É aconselhável que toda criança com Síndrome de Down seja submetida a um Raio-X cervical nas posições de flexão, extensão e neutra para avaliação minuciosa do espaço intervertebral entre atlas (1ª vértebra) e áxis (2ª vértebra).

O Raio-X deve ser analisado por um médico especialista para obtenção de um laudo seguro quando detectada a condição de instabilidade, a criança deverá, dependendo do grau de comprometimento, ser encaminhada para cirurgia (na qual é feita a artrodese, ou seja, a fusão das duas vértebras), ou ser orientada quanto à prática de algumas atividades físicas. São contra indicados os movimentos bruscos do pescoço, que podem ocorrer em atividades como: mergulho, nado golfinho, cambalhotas, equitação. No caso de cirurgias nas quais a criança deverá ser entubada, o Raio-X é essencial devido à manobra de posicionamento do pescoço para entubação.

O Raio-X é indicado a partir de dois anos e meio a três anos de idade, podendo ser repetido outras vezes conforme orientação médica.

Problemas de tireóide

A disfunção mais comum da tireóide nas pessoas com Síndrome de Down é o hipotireoidismo. Ela ocorre em aproximadamente 10% das crianças e em 13 a 50 % dos adultos com a síndrome.

A presença desta alteração pode ser a causa da obesidade, além de prejudicar o desenvolvimento intelectual da criança.

É importante que a criança seja submetida a exames anuais da dosagem dos hormônios da tireóide (T3, T4 e TSH), para que possa ser tratada precocemente e não seja comprometida em seu desenvolvimento geral.

Problemas visuais

É comum a criança com Síndrome de Down apresentar problemas visuais. Cerca de 50% delas têm dificuldade na visão para longe, e 20% na visão para perto. Os problemas mais comuns são a miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo, ambliopia, nistagmo ou catarata. Algumas crianças têm apresentado também obstrução dos canais lacrimais.

É aconselhável que a criança com Síndrome de Down seja examinada por um oftalmologista anualmente, para que seja indicado o procedimento mais adequado a ela. A correção pode ser cirúrgica ou feita através do uso de óculos. A correção do problema visual é muito importante, uma vez que a criança pode ser prejudicada em seu desenvolvimento global por não enxergar bem.

A adaptação com os óculos deve ser gradual, dependendo da idade de cada criança. A maioria das vezes, a criança acaba se acostumando logo e gosta de usar óculos, pois se sente mais segura para realizar diferentes atividades.

Problemas auditivos

Grande parte das crianças com Síndrome de Down (cerca de 60 a 80%) apresenta rebaixamento auditivo uni ou bilateral. Anualmente, a criança deve ser examinada e avaliada por um otorrinolaringologista para detecção de problemas e tratamento adequado.

Os déficits auditivos são leves ou moderados na maioria dos casos, e podem ter como causas:

  •  Aumento de cera no canal do ouvido;
  •  Acúmulo de secreção no ouvido médio;
  •  Frequentes infecções de ouvido, formato anormal dos ossículos no ouvido médio.

Como a presença de otite média crônica é comum, e muitas vezes a criança não apresenta quadro clínico, o exame deve ser bastante minucioso.

O rebaixamento auditivo também pode prejudicar o desenvolvimento global da criança.

Os mais visíveis são as alterações da imagem. Crianças com Down podem apresentar dedos curtos, pregas nas mãos, olhos um pouco mais puxados, orelhas pequenas, além de outras características.

Hipotonia, ou seja, redução da força muscular, que pode levar a uma lentidão no desenvolvimento motor.